Saiba mais sobre cookies na seção Política de Cookies, incluindo a possibilidade de retirar o acordo.
SEGUNDO REIS
Com a conclusão de Primeiro Reis ainda nos restam 306 anos da história dos reis judeus. O fim do caminho dos reinos tanto de Israel como de Judá é atingido em Segundo Reis. Embora o historiador inspirado continue em Segundo Reis a levar lado a lado os dois registros dos dois reinos assim como o fez em Primeiro Reis, esta breve revisão focalizará a atenção primeiro no reino de Israel e o investigará até o seu fim, e daí voltará a atenção ao reino de Judá e o seguirá até os seus dias finais no ano momentoso de 607 A. C.
O filho de Acabe, Acazias, é colocado sobre o trono de Israel, mas não por muito tempo. Um acidente fez que ele despachasse mensageiros para inquirir de Baal-Zebube quanto à sua recuperação. Elias os intercepta, repreende a Acazias por perguntar ao deus pagão de Ecrom, e prediz a morte do rei. Um capitão e cinquenta homens são enviados para trazer o profeta ao rei; fogo do céu os consome. Uma segunda companhia encontra a mesma sorte. Um terceiro grupo humilha-se, e Elias volta com eles ao rei e profere sua condenação que é pouco depois selada na morte. Jorão ascende ao trono. (1:1-18) A seguir Elias desaparece da cena. Num redemoinho e carro de fogo ele desaparece em direção ao céu; seu manto de profeta é tomado por Eliseu, que recebe uma porção dobrada do espírito que descansava sobre Elias. — 2:1-15
A morte de Jorão não é registada senão sete capítulos mais tarde, e estes capítulos estão cheios de ação. (9:24) Moabe rebela-se contra Israel. Os exércitos combinados de Israel, Judá e Edom marcham ao ataque, mas caem em sérias dificuldades. Jeová por meio de Eliseu indica o caminho à vitória e os moabitas são derrotados. Eliseu multiplica miraculosamente o azeite duma viúva pobre, ressuscita o filho da sunamita, alimenta miraculosamente cem homens, cura Naamã de lepra, faz ferro flutuar, e guia ao rei de Israel a hoste dos sírios atingida pela cegueira quando procuravam levar cativo o profeta. (3:4-6:23) Depois disso aconteceu que a Síria sitiou Samaria; fome aflige a cidade e ela parece destinada a cair. Mas Eliseu prediz um tempo de abundância para apenas um dia mais tarde; e assim aconteceu. Jeová fez que os exércitos sírios sitiantes “ouvissem coisas”; eles retrocedem em apres sada retirada, deixando atrás de si grandes despojos; as provisões e riquezas são tomadas por Israel. (6:24-7:20) Depois vem Hazael a Eliseu para perguntar acêrca das esperanças do seu senhor doente, Ben-Hadade, e Eliseu prediz que Hazael sucederia a Ben-Hadade como rei da Síria. Hazael mata a Ben-Hadade para fazer-se rei. No choque subsequente com os sírios Jorão é ferido, e retira-se a Jezreel para curar as suas feridas. Entrementes Eliseu manda um dos filhos dos profetas a ungir Jeú rei sobre Israel e a ordenar-lhe que exterminasse toda a casa de Acabe. Jeú dirige seu carro furiosa mente a Jezreel, escarnece de todas as propostas de paz enquanto as prostituições religiosas de adoração de Baal afligissem o país, e mata Jorão. Jeú é rei de Israel.
Jeú é o único rei do reino setentrional das dez tribos que consegue fazer muitas coisas boas. Contra a casa de Acabe ele age com vingança como executor de Jeová. A iníqua Jezabel morre debaixo dos cascos galopantes dos cavalos do seu carro; as cabeças dos setenta filhos de Acabe são amontoadas em duas pilhas diante dos portões de Jezreel; a parentela de Acabe em Jezreel é destruída; apanhando no caminho Jonadabe, homem de coração reto, Jeú apressa-se a Samaria e elimina ali toda parentela de Acabe; fingindo grande zelo por Baal, ajunta os adoradores de Baal e os mata; as imagens de Baal são queimadas; o templo de Baal é feito “latrinas.” Por zelosamente executar a comissão de Jeová, prometeu-se a Jeú que a sua casa continuaria a reinar por quatro gerações. Contudo, Jeú não aboliu a idólatra adoração de bezerros nem andou completamente no caminho do Senhor. Durante seu reinado o Senhor permitiu que a Síria começasse a fazer investidas contra todas as fronteiras de Israel. Era o começo do fim para Israel. — 9:30-10:36
Depois disso vêm e vão os seguintes como reis de Israel: Jeoacaz, Jeoás, Jeroboão II, Zacarias, como descendentes de Jeú; e Salum, Menaem, Pecaías, Peca e Oséias. Três interreg nos ou intervalos no registo dos reinados, num total de 30 anos, marcam esse período. Durante esse período há repetidos choques com a Síria, Jeoás obtendo três vitórias preditas por Eliseu. Eliseu morre durante seu reinado. Nenhum dos reis fez o bem; todos foram maus aos olhos de Jeová. Finalmente sobe ao trono Oséias, o vigésimo rei de Israel, após assassinar seu predecessor. Ele é subjugado por Salmanasar, rei da Assíria, e paga-lhe tributo. Passam-se alguns anos, e Oséias regateia com o rei do Egito a libertação do opressivo monarca assírio. As hordas assírias inundam ràpidamente o reino das dez tribos numa poderosa invasão; em 740 A. C. Samaria cai, depois dum sítio de três anos. O reino setentrional de Israel está condenado à destruição, depois de 258 anos de existência. Os israelitas sobreviventes, com exceção dum pequeno restante que escapou ao reino de Judá, são levados cativos à Assíria. Para tomar seus lugares na Palestina o rei da Assíria transplantou gente religiosa pagã e “os fez morar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel. Tomaram posse de Samaria e habitaram nas suas cidades” — 13:14-25; 17:1-24.
O reino de Judá sobreviveu ao da outra casa de Israel por 133 anos. Na ocasião da queda de Israel à Assíria Ezequias era rei em Judá. Mas, voltemos agora ao início da história de Segundo Reis, onde encontramos o filho de Josafá, Jorão, sentado no trono de Judá. Seu reinado de oito anos esteve manchado de iniquidades reais, similares às da casa de Acabe. Ele tomou· por esposa a Atália, filha do iníquo rei Acabe de Israel. Desta união descendeu o sucessor de Jorão, Acazias, outro malfeitor. O íim dele veio quando foi a Jezreel para confraternizar com o ferido rei israelita, Jorão. Jeú e seus homens acabaram com ambos estes adoradores de Baal. — 8:16-29; 9:27.
Depois da morte de Acazias sua mãe Atália lançou-se numa campanha de assassínio contra a semente real e usurpou o trono de Judá para si mesma. Contudo, seu neto Joás foi preservado por 6 anos nos recintos do templo e depois instalado como rei. O sumo sacerdote Jeoiada não deu importância aos gritos fingidos de “Traição, traição!” levantados por Atália; em vez disso, mandou que fosse levada para fora e morta. Joás fez que se reparasse o templo do Senhor, e fez aquilo que era reto enquanto Jeoiada vivia. Depois caiu vítima de religião falsa, e sua vida terminou por assassinato. (11:1-12:21) Os próximos três reis de Judá, Amazias, Azarias (Uzias) e Jotão, são elogiados por fazerem aquilo que era justo, mas nenhum deles removeu os altos e bosques usados em adoração diabólica. (14:1-4; 15:1-4, 32-35) Depois seguiu o abominável reinado de Acaz, que “Andou no caminho dos reis de Israel e até queimou o seu filho como sacrifício.” Mas, se o Diabo se alegrou durante o reinado de Acaz, estava prestes a sofrer um desapontamento e revés quando o filho de Acaz, Ezequias, subiu ao trono de Judá. O expurgo que ele fez da religião falsa foi completo. Abaixo vieram os altos e os bosques; despedaçadas foram as imagens. Este, então, era o estado expurgado e purificado do reino de Judá quando a destruição veio sobre o Israel idólatra ao norte, no sexto ano do reinado de Ezequias, no ano 740 A. C. —16:1-4; 18:1-10.
Oito anos depois da queda de Samaria, Senaqueribe, rei de Assíria, invadiu Judá. Os discursos injuriosos e bombásticos do seu protegido Rabsaqué não amedrontam a Ezequias, cuja fé é fortalecida por Isaías. Numa só noite Jeová mata 185.000 assírios e manda o arrogante Senaqueribe cambaleante de volta à sua própria terra e morte. (18: 13-19:37) Os reinados iníquos de Manassés e de Amom são seguidos pelo reinado bom de Josias. Os extensivos consertos que ele fez na casa do Senhor trazem à luz um exemplar do livro da lei, as cópias escritas do qual haviam sido perdidas ou ficaram desconhecidas pelas prévias recaídas na religião por parte de Judá. Uma revivificação da verdadeira adoração de Jeová varre o país. Josias manda ler a lei ao povo, dá-se nova ênfase ao pacto com Jeová e se destrói a idolatria. (22:1-23:25) Apesar disso, estava próximo o crespúsculo de Judá. Jeoacaz, filho de Josias, foi destronado por Faraó-Neco e substituído por Joaquim. Pouco depois disso, Babilônia ganhou definitivamente a luta pelo poder com o Egito, e Joaquim veio sob seu controle. Joaquim rebela-se, mas seu filho Joaquim rende-se aos babilônios que cercam Jerusalém. Depois de 37 anos de cativeiro em Babilônia, Joaquim foi elevado ao favor do rei babilônico. (25:27-30) A nata da população judaica foi levada cativa a Babilônia; Zedequias foi feito rei. Como os três reis precedentes, fez aquilo que era mau à vista do Senhor. Sua rebelião contra Babilônia no seu nono ano trouxe a completa derrota do pequeno reino de Judá, no décimo primeiro ano do seu reinado. O templo e outros belos edifícios de Judá foram queimados. A maioria dos hebreus foram levados cativos a Babilônia; os poucos que res taram fugiram ao Egito dois meses mais tarde, no sétimo mês do momentoso ano de 607 A. C. O país se achava desolado. A mensagem que Jeová dera a Zedequias por meio de Ezequiel havia-se cumprido: “Ruína! Ruína! A ruínas a reduzirei, e ela já não será, até que venha aquele a quem caberá o julgamento; a ele eu a entregarei” — 23:29-25:26; Eze. 21:27.
Os dois livros dos Reis e seus registros são uma patente confirmação das predições mosaicas quanto à consequência nacional da obediência e desobediência. Certamente a “nação que tem por Deus a Jeová” tem de evitar a religião falsa!